Presidenta da Fenapsi, Fernanda Magano, vai participar de ato em frente à Fiesp, em São Paulo. Manifestações querem mostrar que CUT e outras entidades que representam os trabalhadores são favoráveis à regulamentação da terceirização, mas contra o PL 4330

A Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) apoia as manifestações que ocorrerão nesta quarta-feira, 15, por todo o país reunindo trabalhadoras e trabalhadores nas ruas contra o PL 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil, em uma paralisação nacional. Utilizada sob o falso argumento de modernizar as relações de trabalho e garantir a especialização no serviço, a terceirização representa na realidade uma forma de reduzir o custo das empresas à custa da redução de direitos e da precarização das condições de trabalho.

Junto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação alerta que o PL 4330 visa a legalização e ampliação para todas as atividades, sem limites e obstáculos, desta prática que hoje expõe parcela significativa da classe trabalhadora a condições insalubres, ao adoecimento, ao trabalho análogo ao escravo e ao risco de morte diariamente.

A presidenta da Fenapsi, Fernanda Magano, estará presente no ato que será realizado na cidade de São Paulo durante todo o dia e que, às 16 horas, estará na frente do prédio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na avenida Paulista, para mostrar aos empresários, principais interessados nessa precarização, que as trabalhadoras e os trabalhadores não vão aceitar essa violência contra os direitos trabalhistas e a dignidade humana.

Ao contrário do que os empresários dizem, a CUT não é contra a regulamentação da terceirização, ela é contra o PL 4330. A CUT defende que haja uma regulamentação para se evitar os abusos e que ela se dê através de uma legislação que proteja as trabalhadoras e os trabalhadores e combata o processo selvagem de precarização que se espraia pelo mercado de trabalho no Brasil e que o PL 4330 tenta legalizar e ampliar sem limites.

Desde 2004, a CUT vem estudando e debatendo o assunto, avaliando os impactos e os prejuízos da terceirização nas diferentes categorias e ramos de atividade e acompanhando a tramitação dos projetos que tratam do tema. Tendo em vista avançar na elaboração de propostas e disputar esse processo, a CUT criou um grupo de trabalho com a participação das confederações, o GT Terceirização.

Para saber mais sobre o verdadeiro posicionamento das entidades que representam trabalhadoras e trabalhadores, as propostas que possuem e os prejuízos que a aprovação do PL 4330 trará para as trabalhadoras e trabalhadores clique aqui e tenha acesso a um material explicativo com perguntas e respostas.

Imagem: Arte Secom/CUT