Fenapsi participará de atos por todo o país encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendendo que direitos devem ser ampliados e não diminuídos

A Fenapsi e os sindicatos de sua base convidam a categoria a se unir e se envolver nos atos desta sexta-feira, 29 de maio, o Dia Nacional de Paralisação. As trabalhadoras e os trabalhadores devem marchar e lutar contra todo retrocesso que emana do Congresso Nacional e suas medidas nefastas contra a classe trabalhadora.

A Federação participará de atos por todo o país, encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais, mostrando o posicionamento contrário das/os trabalhadoras/es quanto ao projeto de terceirização sem limites, aprovado na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei 4330 e que agora tramita no Senado como PLC 30, as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao abono salarial, auxílio-doença e seguro-desemprego, e o ajuste fiscal do Governo Federal.

De acordo com a presidenta da Fenapsi, Fernanda Magano, o recente veto ao PL da jornada máxima de 30 horas da Psicologia demonstrou a necessidade de que a categoria se veja como parte da classe trabalhadora e se engaje nas lutas.

“Não somos profissionais liberais, ou categoria diferenciada. Somos parte da classe trabalhadora. É preciso que nos vejamos dessa forma para que as nossas lutas sejam mais efetivas e produzam os resultados esperados”, disse.

Adesão

Categorias, como os rodoviários e o funcionalismo público, já confirmaram participação no movimento. O recado dos trabalhadores vai além da paralisação. Caso Executivo, Câmara e Senado insistam no ataque aos direitos trabalhistas, as centrais sindicais que defendem a classe trabalhadora organizarão uma greve geral no país, possibilidade que será analisada em reunião da CUT no dia 3 de junho, na qual também será realizada uma avaliação dos atos promovidos até o momento.

Terceirização

A principal bandeira das manifestações desta sexta-feira, 29, é contra o Projeto de Lei 4.330/04, que permite a terceirização em todas as atividades das empresas. A matéria já foi aprovada na Câmara Federal e agora tramita no Senado como Projeto de Lei Complementar 30/2015. Caso aprovado, as empresas poderão deixar de admitir diretamente os trabalhadores, contratando uma outra empresa especializada no fornecimento de mão de obra, uma espécie de fornecedora de seres-humanos e força de trabalho mal remunerada, com condições precarizadas e instáveis.

O estudo “Terceirização e Desenvolvimento: uma Conta que não Fecha”, produzido em 2011 pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), demonstrou que oito em cada dez acidentes de trabalho ocorreram em empresas que utilizam mão de obra terceirizada, que trabalha três horas a mais, em média, e recebe cerca de 27% a menos do que o trabalhador contratado diretamente.

Diante desse quadro fica demonstrada a urgência de que as trabalhadoras e os trabalhadores saiam às ruas e demonstrem que não aceitarão retrocessos!

Durante uma reunião com rodoviários no planejamento dos atos na CUT de São Paulo no dia 22 de maio, sindicalistas relataram um exemplo de como a liberação da terceirização para todas as atividades será nociva. Em 2014 foram demitidos 217 motoristas da Coca-cola, em Sorocaba, São Paulo. Eles ganhavam R$ 2.085,00. A empresa contratou terceirizados que ganham R$ 1.280,00 e uma cesta básica e ainda mudou a base para Itu (distante 30 km), se afastando da área de atuação do Sindicato e reduzindo a chance de defesa da categoria.

Confira algumas bandeiras dos atos

Pelo fim das terceirizações e contra a sua ampliação para todas as áreas;

Pelo fim do fator previdenciário;

Contra os cortes de direitos previstos no ajuste fiscal;

Por ganhos reais referenciados no salário mínimo do DIEESE;

Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;

Pela garantia do emprego para todos;

Pela estatização dos serviços públicos e sua universalização com qualidade.

DIREITO SE AMPLIA, NÃO SE DIMINUI!

PÁTRIA EDUCADORA SE FAZ COM INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO!

PELA REFORMA POLÍTICA E PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA!

CONTRA A CORRUPÇÃO E EM DEFESA DA PETROBRAS! 

Foto: CUT SP