Valor oferecido é semelhante, com diferença de apenas R$ 12,00, à remuneração prevista para os cargos que exigem apenas ensino fundamental completo

A Federação Nacional dos Psicólogos (Fenapsi) volta a atuar contra concursos públicos que desrespeitam de maneira flagrante a profissão e oferecem remuneração muito abaixo do mínimo adequado para o exercício da Psicologia. Desta vez, junto com o Sindicato dos Psicólogos no Estado da Paraíba (Sindpsi-PB), a entidade enviará nota de repúdio ao prefeito Marcos Aurélio Martins de Paiva, do município de Mari, na Paraíba. A indignação, mais uma vez, refere-se ao baixo salário proposto para o cargo de psicóloga/o (profissão de nível superior reconhecida e regulamentada pela Lei Federal nº 4.119/62), no Edital de Concurso Público 001/2015. A remuneração prevista é de R$ 800,00 para 20 horas de trabalho semanais.

No documento, as entidades sustentam que a natureza da atividade, sua complexidade, e a alta responsabilidade que ela exige não são compatíveis com o valor proposto. “Somos mais de 200.000 (duzentos mil) psicólogas/os em todo o Brasil contribuindo para o fortalecimento das Políticas Públicas”, diz um trecho da nota.

Além disso, o documento relata a ampliação do papel das/os profissionais da Psicologia nas políticas públicas e no ambiente educacional, onde a categoria tem contribuído com a produção científica em diversos campos, o que se reflete diretamente na sociedade.

Por fim, as entidades afirmam que o salário proposto desvaloriza os profissionais que integrarão as equipes multidisciplinares, desestimulando-os e, possivelmente, comprometendo a prestação dos serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa condição estimula a evasão futura dos aprovados e abre as portas para contratações sem concurso público.

“O referido concurso prevê um salário de R$ 800,00 (oitocentos reais) para o cargo de psicólogo/a com carga horária de 20 horas, o que demonstra um claro vilipendiamento dessa profissão. Destacamos também que, surpreendentemente, este valor é semelhante, com diferença de apenas R$ 12,00, à remuneração oferecida aos cargos que exigem apenas ensino fundamental completo”, diz outro trecho da nota.

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