Patologização estigmatiza as pessoas trans e retificação do registro civil não pode estar vinculada a um CID (Classificação Internacional de Doenças)

Nesta sexta-feira, 29, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A Fenapsi apoia as causas Trans como o combate à transfobia, a retificação do registro civil e a despatologização das suas identidades, tanto das pessoas trans masculinas quanto das femininas.

A visibilidade dessas pessoas está atrelada a questões como conseguir um emprego ou uma vaga na universidade e ter sua identidade reconhecida e respeitada. A luta pela despatologização é urgente, pois a mudança do registro civil não pode depender de um diagnóstico de doença, o que faz com que a identidade do indivíduo seja vista de forma degradante, passível de discriminação e estigmas.

O desconhecimento desta data por parte da população reflete a exclusão a qual estão submetidas/os as/os travestis e transexuais em todo o país. A violência que vivenciam se repete de forma sistemática, seja pela exclusão no mercado de trabalho, ou pelas humilhações no ambiente escolar, ou ainda a total rejeição social a que são inferidas, violações que terminam muitas vezes em assassinatos.

Dia Nacional da Visibilidade Trans

29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Nesse mesmo dia, em 2004, o Governo Federal lançou pela primeira vez uma campanha nacional contra a transfobia, a campanha “Travesti e Respeito”, realizada em parceria com ativistas e organizações de pessoas trans de todo o país, e que tem sido replicada nos últimos anos a nível estadual e municipal.

Desde então, essa é uma data para celebrar a cidadania e marcar a luta de travestis e pessoas transexuais e transgêneras por respeito e direitos. É um dia para lembrar que pessoas trans têm sua própria existência e identidade negadas cotidianamente e que o Brasil é o país com o maior registro de assassinatos de pessoas trans no mundo; mas também que cada vez mais pessoas trans e aliadas estão levantando a voz e exigindo o respeito e os direitos que lhes são devidos.

Com informações do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT e site Ópera Mundi