Fenapsi apoia militantes da luta antimanicomial que ocupam a Coordenação Geral de Saúde Mental Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, em Brasília

 

A Fenapsi apoia os diversos movimentos que acontecem em todo o Brasil nesta quinta-feira, 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, repudiando a nomeação feita pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), do médico psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para a Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas. Hoje é dia de luta em defesa da saúde pública e do SUS, que precisa oferecer atendimento às pessoas em sofrimento mental com dignidade e livre de qualquer prática manicomial.

 

Desde o final de 2015 as entidades militantes na Saúde Mental alertam que a medida representa um retrocesso na gestão da Saúde Mental no Brasil e na Reforma Psiquiátrica com a consequente volta dos manicômios. O novo coordenador foi diretor por 10 anos do maior manicômio da América Latina, a Casa de Saúde Dr. Eiras de Paracambi, no Rio de Janeiro.

 

O apoio da Fenapsi, que já divulgou nota de repúdio à nomeação, também vai para os militantes da luta antimanicomial, usuários e funcionários do sistema público de Saúde Mental que, no dia 15 de dezembro, ocuparam a Coordenação Geral de Saúde Mental Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, em Brasília, e continuam no local firmes até que o retrocesso seja revisto.

 

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou uma recomendação ao Ministério da Saúde para que seja mantida a implementação e investimento na RAPS. O documento aprovado pelo Pleno da Entidade recomenda também o compromisso do Governo Federal com a manutenção e continuidade da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas dentro dos princípios estabelecidos e ratificados pelas deliberações da 15ª Conferência Nacional de Saúde, no Relatório Final e Moções da XVIII Reunião do Colegiado de Coordenadores de Saúde Mental e as deliberações das Conferências Nacionais de Saúde Mental.

 

O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) repudiou a nomeação para a Coordenação Nacional de Saúde Mental de Valencius Wurch que sempre se posicionou contra o modelo de Atenção Psicossocial defendido pela Reforma Psiquiátrica e contra a Luta Anti Manicomial sendo contrário aos avanços implementados até o momento pela Reforma Psiquiátrica Brasileira.