O IEF completou meio século de existência em Janeiro de 2012 com muito brilho.

ASSIM COMEÇOU O IEF


Quando o Instituto Estadual de Florestas- IEF de Minas Gerais foi criado, em 1962, o Brasil passava por um período de efervescência. A inauguração de Brasília em 1960 mostrava ao mundo uma cidade modernista.

O Conceito de proteção ao meio ambiente não tinha, então, o mesmo significado que possui hoje e não se dimensionava a fatura a ser paga no futuro por conta do desequilíbrio ecológico.

No Brasil, até o final da década de 1950, as preocupações com o tema relacionavam basicamente a questões como saneamento, seca e enchentes. As iniciativas concretas para preservação do patrimônio natural resumiam-se à criação de parques nacionais e de florestas protegidas.

Distante de Minas Gerais, um fato ajudaria a mudar a maneira de se lidar com florestas. No início de 1956, após ser empossado na Presidência da República, Juscelino Kubitschek começou a por em prática uma promessa: construir a nova capital do País do planalto central.

Em uma das inúmeras conversas sobre como erguer a cidade soube que uma grande quantidade de madeira seria necessária para as obras de construção e que essa madeira não estava tão disponível quanto se podia crer. Juscelino constituiu, então, uma comissão para apontar soluções.

No entanto esse estudo já vinha sendo produzido no serviço florestal do Ministério da Agricultura desde 1954.

O grupo de estudo constatou que uma única legislação não seria capaz de disciplinar situações tão diversas no país. Eram necessárias leis regionais e órgãos também regionais com autoridade para executá-las. Da equipe de funcionários do serviço florestal fazia parte o expert mineiro em matéria florestal Dirceu Duarte Braga, um nome que teria importância fundamental para história do IEF.

Em 1959 Dirceu Duarte foi eleito deputado estadual e uma de suas primeiras ações foi propor a criação do Instituto Estadual de Florestas em Minas Gerais.

Entre outros princípios a proposta determinava a criação de uma entidade com poder de polícia administrativa. Esta idéia polêmica na época só viria ser aceita depois de muita discussão.

Nesta data era governador do Estado Dr. José Magalhães Pinto que como um grande estadista entendeu a importância da lei aprovada pela Assembléia a qual trazia um grande avanço para a administração florestal, bem como, promover a fiscalização e a conservação das nossas florestas.

E em 05 de janeiro de 1962 o Dr. Magalhães Pinto, em nome do povo de Minas Gerais, sancionou a lei 2.606 criando o IEF a qual lhe deu personalidade jurídica e autonomia financeira.

Entre as principais competências estabelecidas no artigo 2º da lei estavam: "realizar um completo inventário florestal do Estado; promover a fiscalização e o policiamento das explorações das florestas de rendimento e conservação das florestas remanescentes e de modelo; facilitar e proporcionar meios para o reflorestamento natural e artificial; empreender pesquisar e estudos botânicos, desenvolver atividades educativas para formação de uma consciência coletiva conservacionista e de valorização da natureza," além de outras atribuições .

A lei determinou que as florestas públicas pertencentes ao Estado fossem incorporadas ao patrimônio do Instituto e por ele administradas. As mudanças na lei que criou o IEF, realizadas em 1984 deram nova redação ao artigo 2º refletindo a evolução do IEF, e os parques estaduais e as reservas equivalentes foram absorvidas pelo IEF.

Quando entrou em funcionamento o IEF possuía três funcionários: Dirceu Duarte Braga, seu primeiro presidente, motivo pelo qual destacou-se no inicio desta historia que ele seria peça importante no futuro, Gertrude, secretária e o nosso colega Luis Misti Rosa Lobo que mais tarde veio a ser também seu presidente.

Dentro deste contexto o IEF propõe e executa as políticas florestais de pesca e de agricultura sustentável.

Em janeiro de 2007 a lei delegada nº 125 cria a estrutura básica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMAD, da qual o IEF é parte integrante.

O IEF tem hoje por finalidade executar a política florestal do Estado, promover a preservação e a conservação da fauna e da flora, o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais renováveis e da pesca além da realização de pesquisa em biomassa e biodiversidade.

"A história do IEF nos mostra uma caminhada que atravessou décadas. Afinal, todos nós temos perfeita consciência de que o IEF não é um organismo qualquer. Sua belíssima e cotidiana missão exerce, sobre aqueles que bem o conhecem, um fascínio que para sempre nos envolve e faz de cada um, o cavaleiro andante da causa florestal.

Assim, quando recordamos a trajetória do IEF, chegamos à conclusão de que o tecido de que foi feita a Instituição é um enorme mosaico de pessoas. São elas a essência que transforma em realidade, não todos os sonhos que temos para o IEF mas a nossa imensa vontade de trabalhar para vê-los realizados".

Parabéns ao IEF e a todos nós que aqui estamos e àqueles que aqui estiveram pelo seu cinqüentenário.

"O trabalho exaustivo que vem sido desenvolvido pelo IEF comprova a capacidade de Minas Gerais na luta pelo equilíbrio entre o homem, o progresso e a natureza. (Fabio Ávila)"

Fonte: Empresa das Artes – IEF. Um compromisso com a natureza (2009)

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